É preciso navegar

Com ditaduras transitórias
De sensações não passageiras
Que insistem em torturar
Vitimizar e caluniar
Atitudes passadas
De tornar a sair na hora de um lanche qualquer
De levar comida pra barriga e beijo na testa
De abrir uma cerveja para poder conversar
Sobre coisas aleatórias à luz fraca do luar
Da vontade de ficar até a noite acabar
Mas ter de ir embora por não poder levar
A companhia que aprecia a minha companhia
E ainda vem me perguntar
Se ainda sinto falta
Devia ser uma pergunta retórica
Porque há a certeza de nunca deixar de gostar
E a pertinência de não poder realizar
A expectativa que sempre pairou no ar...
Agora já não dá para manter nenhum controle
O jeito é deixar o barqueiro navegar.

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