Diante do tempo


Ela é tipo um buraco negro,acaba com tudo oq vê pela frente
A passos largos caminha a rotina do tempo
Sugando sem piedade as horas, os dias e as noites
Tirando seu sossego e mantendo sua prisão
Paradoxos diários entre querer fazer e dever fazer
Escolher ser ou não gente de bem, formada, pagando imposto
Ou sair sem rumo deixando o gosto de liberdade nas mãos
Respirar poeira cósmica para tossir uma imensidão
De cores, risos, amores, medos que agora saem sem dores
Uma ponte articulada separa o hoje do amanhã
E você aí querendo dormir sem entender que sonhar acordado
É tão simples e raro que nunca parou para enxergar
Que a sua liberdade está diante do seu nariz
E sua prisão é feita de barras de ferro fundido em sentimentos
Que se escondem e estampam no seu rosto
O desgosto de estar parado no tempo com medo do futuro
Que só depende do que você faz agora, do que você faz hoje.

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