Naufrágio

Que vivem a me apontar
Persegue-me desde o dia que me jogaram em alto mar.
Não vejo graça nem na manhã
Nem no entardecer
Nem na madrugada que anuncia outro alvorecer.
Sinto frio, calafrio e solidão
Trago o tempo e sopro a fumaça no vento
Nada consegue acalmar o palpitar do meu coração.
Não preciso que me entendam, pois nada explico
Quero paz, silêncio e o meu abrigo
Quero me encontrar de novo e nunca mais soltar minha mão.

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