Na estrada

Não sei se tenho medo de morrer
Mas tenho medo de viver rápido demais
Ou devagar demais
Então eu só continuo
No meu ritmo, seguindo a direção que escolho
Não importando se é um caminho difícil ou não
Sou apenas eu e a estrada
Porque não há copiloto ou guia
Por onde eu vou
Existem, às vezes, caronas breves
Algumas deixam boas lembranças
Outras nem tanto
Mesmo assim eu continuo
Porque não se pode voltar ou parar por muito tempo
Não há como ficar sem sentir a força do vento
Passando ferozmente pelos cabelos
Não há como não rir ou chorar durante os imprevistos da
viagem
Não há como não sentir frio e saudade
Medo e ansiedade
Porque você sempre sabe o que já encontrou
Mas não o que há na próxima cidade.

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