A Criatura

Às vezes durante a noite
Uma presença sombria vem me visitar
Ela suga minhas energias e rouba o meu sono
Mas as suas lembranças ainda deixa ficar
Porque a beleza que eu vi não foi somente física, nem nunca
será
E assim me tortura e não quer parar
Porque em mim vai demorar a se apagar
Esse amor de outra vida que insisto em buscar
Sei que já se foi para longe, não tem como alcançar
Mas a presença continua a me perseguir
Sem saber aonde ir, tento me habituar
Reunir todas as minhas forças para dissimular
Se a indiferença machuca, a ela também deve afetar.

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