Borboletas
Num ímpeto emocional lancinante
Decidiu largar as tarefas do dia e se entregar.
Se banhou e se perfumou, coloriu os lábios e esperou
Ele veio sem alarde com um sorriso pintado como arte.
Longos braços a seguraram. Ah! E as borboletas voaram!
Sem receio procurou amor em meio a um beijo e seu calor.
Logo já eram roupas pelo chão que só aumentavam o clima e a
te(n)são
Fechou os olhos e se perdeu num momento profundo que era só
seu.
Quando abria os olhos se perdia em outros, aí eram dois e um
só.
Por fim quando acabou, virou-se de lado e aguardou.
Sentiu o corpo que era seu grudar ao seu lado, roçou as
pernas e se ajeitou com cuidado.
Ali ficaram em um silêncio muito bem compreendido.
Se amaram e se apertaram até a hora que ele teve que partir
- Queria voltar! (Ela
exclamou)
- Explique direito! (Ele retrucou)
Voltar ao começo ou ao meio, mas não ao fim.
Mesmo assim ele foi. E as borboletas, ah! As borboletas!
Voavam, voavam... Porque sabiam que ele ia voltar.
Inspirado por Babe
Inspirado por Babe


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