A estrada da noite

Eu lhe disse, Cavaleiro
Disse para partir sem olhar para trás.
Disse para o seu bem. Para o bem de outrem.
Não me ouviu, não foi embora
E agora se lamenta do corte que sua própria espada abriu
Tolo, ingrato e cego.
Feriu o que mais estimava e não há retorno certo
Prisioneiro das próprias ações.
Infeliz, agora volte definitivamente de onde veio, como eu
lhe disse
O mal lhe persegue em qualquer caminho que escolher
Amenize as dores, desapegue-se do tempo e respeite a escolha
que fez e que ouviu
A liberdade que escolheu é tão boa quanto pensou que fosse?
O corte que abriu no céu sangra somente em você.
Desarme-se de seus pensamentos inúteis
Desista
Engula a cicuta que carregou durante esse caminho
E dê um fim ao conto fantástico da vida.

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