Prisioneiro

Perco-me profundamente em meus pensamentos
Vezes que estou fazendo coisas importantes
Ou até mesmo tendo uma conversa com um amigo
Vejo-me em devaneios e lembranças que me atacam
repentinamente
E me tiram a concentração de qualquer coisa
E toda vez que isso acontece um tsunami
Insiste em me afogar e destruir abrigos por dentro
Parece realmente atormentador estar assim
Descrever isso de uma forma tão banal
Tão clichê, mas ainda assim tudo isso vir me preencher de
vazio.
Toda a vontade de esquecer, seguir em frente, viver
Não mais habitam nesse ser que vos escreve
Há dias outra alma vem tomando conta de mim
Uma alma estranha, alheia e silenciosa
Veio tomando espaço e agora que me dou conta
Não posso lutar para defender quem sou
Levaram-me prisioneiro de outra época
Para um lugar que jamais estive
Mas que esteve arraigado em meus pesadelos.
Despeço-me amargamente desse tempo presente
Para adormecer por eras e não retornar
Enquanto não puder me libertar
Dessa alcova que eu mesmo ajudei a decorar.

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