Fim de nós
Quanta tristeza
carreguei em meu peito. Ah! Quanta dor por ele passou. Sozinho e ferido durante
todas as noites de verão. Carreguei planos. Numa ilusão sedenta, jurei amores. Todos
em vão. Declarações não seguram o coração de outra pessoa. Inveja e ciúme
corroeram minha alma, assim como todo o resto. A raiva por fim neutralizou a
acidez. (Se não me queres mais porque ainda está aqui?! Ora, não há nada pior
do que perder e ter que reviver todo dia a perda). Sugou minha vitalidade. Tirou
de mim minha própria nudez. Viu-me por inteira. E ainda está aqui. Depois de
destruir um sonho. Continua aqui. (Suas desculpas são como as mais afiadas
laminas, gélidas como o frio ártico). Quero tirar todo esse fardo por sobre
meus ombros. Jogá-lo do alto de uma montanha. Cuspi-lo de minha boca como quem
se engasga sem beber. Tapar os olhos como um inocente quando vê algo que não
quer. Quero rasgar meu peito apenas com a as mãos e arrancar de dentro dele
aquilo que ainda me faz sofrer.


Lagrimas escorreram dos meus olhos. Pude sentir isto. Lindo.
ResponderExcluirObrigada.
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