14:12
Enquanto preparo palavras na minha caixa mágica
a música solta no ar lembra devaneios de uma mente perturbada.
Tentando espantar um pouco da solidão de uma tarde de segunda
escrevo, escrevo, escrevo e não tem mais nada.
Repetições e meu léxico limitado... mas ainda assim continuo
continuo porque não há nada que faça cessar
as farpas cortantes presentes em cada pensamento insistente
à respeito de tudo e ao mesmo tempo de nada.
Lá fora o vento e o canto simples de um canário da terra
inspiram angústias esquecidas há tanto tempo
que parecem nem incomodar um único sentimento.

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